Como já disse num post anterior, foi um parto perfeito, em pouco mais de meia
hora a Espoleta nasceu numa banheira da casa de partos (a parteira sugeriu,
rindo, que se eu pretendesse ter mais algum filho que fizesse um parto caseiro)
e depois já fomos dormir em casa. O parto do meu filho também havia sido
relâmpago (45 minutos depois de ingressar na maternidade), por isso procuramos
na segunda gestação uma casa de partos, custa um pouco mais do que uma
maternidade tradicional.
Lá há mais conforto e tranquilidade e as
parturientes passam por uma triagem rigorosa, é algo para defensores do parto
espontâneo humanizado, aliado a técnicas modernas. Um médico e uma maternidade
sempre ficam ao alcance do telefone, pois a legislação alemã prevê apenas a
presença de parteiras auxiliando no trabalho de parto e o médico só costuma ser
chamado em caso de urgência. Na casa de partos, os cuidados com a mãe e o bebê
começam desde cedo na gestação e se estendem até 10 dias após o parto, com
visitas da parteira em casa. Toda a família fica envolvida, o meu marido cortou
o cordão umbilical, o meu filho ajudou a dar o primeiro banho na neném.
Nos primeiros meses de vida a minha filha dormiu muito, a minha mãe passou dois meses conosco dando um bom apoio na retaguarda, e assim podemos voltar a atenção ao meu marido. Ele foi operado no dia 27 de julho de 2007. Retiraram-lhe 1/3 do pulmão direito, a recuperação foi muito boa e não foi necessária nenhuma químio nem rádio. O Vascaíno fez ainda algumas semanas de reabilitação numa clínica especializada e pediu o apoio de um psicólogo para reelaborar esse ano intenso, mas não ficou satisfeito e acabou desistindo. A tosse às vezes ainda o incomoda, talvez tenha um fundo nervoso, mas nunca mais teve aquela persistência estranha.
Nesse ensolarado 21 de março, então, telefonei para o meu ginecologista e relatei a minha preocupante descoberta. A recepcionista perguntou se podia me encaminhar a um dos seus outros dois colegas porque ele estava lotado. Concordei, não só porque tinha a angústia de querer esclarecer logo tudo, senão porque já conhecia esse outro colega, ele também já me havia examinado durante a gestação da Espoleta e tinha causado boa impressão.
O médico me apalpou, fez uma ultrassonografia
detalhada e declarou solenemente que eu não tinha nada, tratava-se somente de
um quisto sebáceo. Meio trêmula e incrédula ainda perguntei: e o sangramento no
bico? Ah, não tem nada a ver, ele respondeu. E acrescentou: passe uma
pomadinha. Se a senhora quiser ter certeza de que não tem nada, vamos marcar
uma mamografia, e me deu uma guia e o nome de uma radiologista. Nos primeiros meses de vida a minha filha dormiu muito, a minha mãe passou dois meses conosco dando um bom apoio na retaguarda, e assim podemos voltar a atenção ao meu marido. Ele foi operado no dia 27 de julho de 2007. Retiraram-lhe 1/3 do pulmão direito, a recuperação foi muito boa e não foi necessária nenhuma químio nem rádio. O Vascaíno fez ainda algumas semanas de reabilitação numa clínica especializada e pediu o apoio de um psicólogo para reelaborar esse ano intenso, mas não ficou satisfeito e acabou desistindo. A tosse às vezes ainda o incomoda, talvez tenha um fundo nervoso, mas nunca mais teve aquela persistência estranha.
Nesse ensolarado 21 de março, então, telefonei para o meu ginecologista e relatei a minha preocupante descoberta. A recepcionista perguntou se podia me encaminhar a um dos seus outros dois colegas porque ele estava lotado. Concordei, não só porque tinha a angústia de querer esclarecer logo tudo, senão porque já conhecia esse outro colega, ele também já me havia examinado durante a gestação da Espoleta e tinha causado boa impressão.
Saímos, Vascaíno e eu, muito aliviados do consultório, e na rua encontramos casualmente minha amiga Madame R. Dei logo a boa notícia e ela comentou: ah, esses quistos são muito comuns. Tentando me convencer que não tinha nada demais, aceitei sem protesto a data marcada para a mamografia, só três semanas depois.
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